CARTA DE PEDRO GUILHERME


Carta Aberta ao Dr. Marcio Thomaz Bastos

Dr. Marcio,

Foi com imensa vergonha, tristeza, decepção e indignação que pude assistir V.Sa na “CPI do Cachoeira”, fazendo parte da mesa em acompanhamento ao Sr. Carlinhos Cachoeira, seu dileto contratante (?), contraventor, chefe de quadrilha, corruptor de políticos e figura das mais nocivas ao Estado Brasileiro.

O ilustríssimo e integro Dr. Marcio T…homaz Bastos, eminente Advogado, competente Professor, prestigiado Autor, combativo Ministro da JUSTIÇA e referência para todos os profissionais do Direito no País, apequenou-se e rebaixou-se ao nível dos porcos que constituem à rede criminosa de seu dileto cliente e comeu com eles seu farelo .

Como pode o Dr. Bastos atuar como advogado de um facínora, instruindo-o a não cooperar com o próprio Estado Brasileiro, onde exerceu galhardamente o cargo máximo de MINISTRO (ou falta) de JUSTIÇA ?

E não se trata da obrigação profissional de defender seu cliente, pois o Dr. Bastos sabe muito bem que, na CPI, a participação do Sr. Cachoeira seria para complementar a lista de bandidos ainda não investigados e que ainda fazem parte da camarilha de políticos corruptos que se instalou no Poder.

Sabe também que a participação do Sr. Cachoeira na CPI em nada agravaria o status crime dele, pois já chegou preso, saiu igualmente preso, permanece preso e vai continuar preso
(é o que esperamos), réu que é em processo crime na Justiça de Goiás.

Mesmo assim, o Dr. Bastos com a experiência e conhecimento brilhante dos meandros do Processo Judicial, afrontou o País impedindo o Sr. Cachoeira “DE RESPONDER AS QUESTÕES DOS PARLAMENTARES”, causando assim um desserviço ao Povo Brasileiro que se viu privado de conhecer e combater àqueles que são verdadeiramente o câncer desta Nação: os políticos corruptos.

Os outros demostenes, cabrais, perillos e agnellos que ainda não foram descobertos e apontados pela Polícia Federal, Imprensa e Sociedade desde já agradecem ao prestigiado Dr. Bastos.

A atuação do EX – MINISTRO DA JUSTIÇA, Dr. Marcio Thomaz Bastos, na “CPI do Cachoeira” deixou-me dúvidas que não me deixam calar: Para quem o Dr. Bastos está realmente trabalhando ?

A quem o silêncio do Sr. Cachoeira o Dr. Bastos quer proteger ?

Que pena Dr. Bastos, sua história sua biografia e seu currículo não mereciam essa indignidade com o POVO BRASILEIRO !

Warley Pimentel, brasileiro, 68 anos, advogado, digno e indignado.

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CACHOEIRA SEM ÁGUA E TORRE DE BARRO


Essa é a imagem que tenho da CPI , que tem como personagem central o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seu comparsa, senador Demóstenes Torres.  Sem a mínima cerimônia o mafioso se negou a falar diante dos membros da CPI. O veterano advogado Márcio Thomaz Bastos orientou o famigerado cliente a ficar calado, segundo o causídico um direito do seu cliente.

Demóstenes Torres tentou ontem sensibilizar os membros da Comissão de Ética, dizendo-se bastante deprimido com as denúncias de suas estreitas e profundas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Por ora, só barulho chato e insuportável na mídia. E o povo absorve com repugnância o dramalhão cômico-trágico de mais uma novela política indesejável, afora outras que explodem nas esferas republicanas. AVE CÉSAR.

 

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MOTORISTAS RESISTEM PRESSÕES


Desde segunda-feira, 21, os rodoviáriosde São Luís do Maranhão estão em greve por melhores salários e condições de trabalho. Depois das primeiras negociações no Tribunal Regional do Trabalho – TRT-MA, foi arbitrado pela corte um reajuste de  7 por cento, mas a categoria dos trabalhadores rejeitou. O poder de coerção do tribunal estabeleceu multa diária.

Paralelamente, os empresários , numa chantagem irresponsável deixaram de cumprir a circulação de 50 por cento da frota, passando por cima da lei trabalhista. O tribunal resolveu multar a entidade patrona. É que eles querem reajuste para as tarifas de ônibus.

Estamos diante de um dilema de consequências prejudicias à população, que está sem locomoção para ir ao trabalho, à escola, aos hospitais e demais lugares necessários á sobrevivência da gente sofrida de uma cidade, que já é cronicamente maltrada por uma política de terra arrasada.

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Um rosto, um homem, uma barba


escritor : Geraldo Almeida Borges

Quando eu saí da prisão minha barba estava crescida, tamanho  Karl Mark. Chegava a assustar as pessoas. E já não me lembrava do meu rosto de antigamente. Fui adiando a hora de tirá-la,. de poder contemplar as minhas feições do passado. Tiro hoje, tiro amaná, e como bom brasileiro ia protelando, deixando para depois. Com o tempo me acostumei, até que ficava vistoso, com o ar meio abusado: uma mistura de filosofo, vagabundo, mendigo. Naquele tempo, no  inicio da década de sessenta, uma barba crescida era um bandeira, já fazia parte da fachada urbana. E cristalizava alguns vestígios ideológicos.

            Lembro-me que quando era menino, adolescente, na década de cinqüenta, começaram a sair os primeiros pelos de minha barba. Então, ouvi a história,  que, era preciso pedir licença ao meu pai, para poder me barbear. Não me recordo se cumprir o ritual. Mas me lembro que ele me deu uma aparelho de barbear,  e disse que era para eu tirar a barba. Tirei

Com menos de uma semana tive de tirá-la de novo. E o habito foi se estabelecendo. Enquanto mais eu tirava mais crescia, rápido, Assim também acontecia com as unhas, eram as extremidades do corpo querendo se expandir. Descobri que tinha uma barba cerrada, que não me dava trégua. Uma vez me barbeando na frente do espelho resolvi deixar um bigode e uma mosca.

Olhando o meu álbum de família, vejo uma fotografa antiga, com um bigode á moda Stalin.

Hoje se eu resolver tirar a barba, com certeza, ninguém vai me reconhecer. Mesmo assim estou pensando em ficar livre dela. Faz mais de quarenta anos que conduzo a minha barba como um elmo escondendo o meu rosto, blindando a minha cabeça. Será se eu me acostumaria sem ela? Será se eu me acostumaria a um novo  habito, a disciplina, de fazer a barba todo dia? .

O meu propósito agora é tirar a barba. Será que tirando – a vou mudar alguma coisa no meu comportamento, ou, tenho que mudar o meu comportamento para depois tirar a barba? Talvez seja uma interrogação inútil.

Quando saí da prisão, com a barba grande, muitos de meus familiares: minha mãe, por exemplo, me pediu muitas vezes, por amor de Deus, que eu tirasse a minha barba. Sim. Vou tirar. Qualquer dia desses. E o tempo foi passando. Eu apenas aparava-a um pouco, dava-lhe uma feição  menos rebelde. Até que as pessoas da minha casa e os vizinhos se acostumaram com ele, ou fingiram se acostumar. Como  ninguém implicava mais comigo, finalmente, resolvi  tirá-la.

Quem sabe, tirando a barba eu remoce alguns anos, relembre o meu período de vida antes de ser preso. Ou, pelo menos, se não rejuvenescer, passarei mais tempo comigo mesmo, com o meu duplo, na frente o espelho, refletindo, contemplando todo dia o espetáculo de um homem que, aos pouco, foi murchando atrás de um rosto, onde os olhos foram perdendo o brilho;

Finalmente tirei a barba. E arranjei  mais uma obrigação: o oficio de ter uma aparência  moderna, clássica. Meus amigos acharam que eu fiquei  muito melhor, embora a primeira vista não me tenham reconhecido. Em minha casa  disseram que eu era outra criatura, outro homem. Não tinha mais o ar de filosofo, ou mendigo. Mas a maior sensação que eu tive mesmo, ao ficar livre da minha velha e curtida barba foi que só agora eu estava  saindo definitivamente da prisão.

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ATRÁS DO POEMA


ATRÁS DO POEMA é o título da poesia que acabei de postar no RECANTO DAS LETRAS e no SITE DO ESCRITOR WWW.SAMUELFILHO.COM (última flor do lácio). A internet derrubou monopólios de comunicação, impérios de mídia globais,

Qualquer cidadão pode ter seu blog, escrever no twitter, facebook e em sites próprios ou de outrem. É uma revolução, que não agrada os proprietários de grandes empresas de comunicação, que manipulavam a informação através de jornais, rário, tv, sempre com interesses políticos e econômicos.

A internet extinguiu a mídia de propriedade medieval. O internauta pode hoje do interior ou da capital maranhense levar suas mensagens ao mundo. Estamos diante de um cenário irreversível de comunicação totalmente livre.

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SÃO LUIS 400 ANOS (3)


Ilha Rebelde, Ilha do Amor e da Saudade, Ilha Bela. São alguns dos nomes de São Luís do Maranhão. No dia 8 de setembro vai fazer 400 anos. Como diz o populacho, “antiguidade é posto” . A capital ludovicense, fundada pelos franceses, invadida por holandeses e colonizada pelos portugueses, exibe um opulento tesouro de tradicões culturais (bumba-meu-boi, tambor  de crioula, literatura, teatro , dança, , música, artes plásticas, um conjunto arquitetônico tombado pela Unesco e outras maravilhas  esplêndidas).

A política de má consciência , todavia, tem castigado severamente a ATENAS BRASILEIRA. -padecemos de problemas estruturais gravíssimos para não dizer trágicos.  O trânsito é infernal. Tenho dúvida se a Via Expressa em construção vai solucionar, pelos menos em parte os engarramentos que se estendem do centro a  toda região metropolitana em todos os pontos cardeais.

  • Para enfrentar a questão do trânsito, precisamos de metrô de superfície, de um outro anel viário, de mais viadutos, passarelas, pontes etc. A cada mês, a frota de veículos aumenta em mais ou menos 3 mil . .Acidentes com vítimas fatais ou não crescem assustadoramente, envolvendo também motoqueiros imprudentes,que tombam ensanguentados. nas vias públicas, entremortos e feridos.
  • Não se diga que esse cenário de guerra é de responsabilidade dos prefeitos que sucederam o hoje milionário Mauro Fecury, um biônico que se notabilizou por administrar São Luís do gabinete da velha COLISEU, outrora ineficiente coletora de lixo. Os jornalistas comentavam que Fecury governava a cidade nos anos 80 tomando uisque com salgadinhos.
  • Ah, São Luís,  maltratada, trucidada e vilipendiada. Mereces ser administrada com amor e carinho, do tamanho da tua bela poesia. Nos teus 400 anos quando são programadas celebrações com um marketing a peso de ouro, bem que poderiam ser fincadas obras de recuperação estruturantes, dignas do teu povo. És meu segundo torrão natal e de meu pai e avós. Em teu regaço dormirei eternamente.
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O CONTO BRASILEIRO HOJE


A RGEDITORES lançou recentemente o volume XIX da antologia O CONTO BRASILEIRO HOJE. É uma amostragem de trabalhos de escritores consagrados e de talentos emergentes desse país continental, impossível de incluir em publicações a grande massa de escritores que estão produzindo textos de todos os gêneros literários.

A ANTOLOGIA 2012 apresenta o conto ‘Revanche’ do escritor veterano Caio Porfírio Carneiro. Definido de gênero do implícito, tradicionalmente, o conto de Caio Porfírio Carneiro reúne a técnica de narrar com concisão e beleza, com requinte simbólico, predicados dos grandes contistas.

Há outros contistas igualmente artesãos das palavras como Leandro Konder e outros demais parceiros parceiros do livro, no qual participamos com o conto CRISTO E MARX. Diz Caio Porfírio Carneiro na “orelha”  da antologi” Ideia nobre, dadivosa e criadora, que vem ao encontro dos escritores da arte vívida e pulsante o Conto”

 

 

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