Blog de Samuel Filho


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Quando o médico me disse que eu estava com um tumor maligno no lado direito da língua, confirmou-se a minha suspeita de que  era câncer.  Ele falou, com visível  convicção, que a causa fora o cigarro, mesmo sem  saber que fumei algum tempo.

Confesso que senti um nervosismo que há muito tempo não tivera. Uma sensação de tremor e paralisia ao mesmo tempo. A sensação foi tamanha que me senti como se já estivesse morto, tal é o poder da propaganda massificada no inconsciente coletivo de que  o câncer é uma doença incurável e letal. Depois, comecei a me lembrar dos guerreiros Lula e Dilma, ambos venceram o câncer. Sem falar, em outros personagens da politica brasileira que até conviveram com o mal durante mais de 20 anos como Darci Ribeiro, Reitor da Universidade de Brasília, politico e escritor.

Não me lembro de casos semelhantes de pessoas humildes, mas certamente existiram ou existem aqueles, mesmo pobres, conseguiram vencer o câncer . Hoje, com o avanço da medicina e da tecnologia, a doença pode ser  tratada, com sucesso , desde que seja detectada no inicio, é o que dizem  os oncologistas.

No meu caso, estou empenhado em superar e ficar bom. Em termos de patologia, carrego desde os 40 anos o diabetes mellitus.  Por desrespeito à dieta de um diabético, minhas pernas foram amputadas, por minha própria culpa. Talvez, a experiência de diabético indisciplinado sirva agora para enfrentar meu câncer inicial.

Já fiz todos os exames solicitados pelo médico. Do ponto de vista dos resultados, estou fisicamente preparado para entrar na faca. A cirurgia vai durar duas horas , à base de anestesia geral. E hoje tive a boa noticia dada pela enfermeira e cunhada Gracinha que o corte na parte da língua será naturalmente recuperada após o tratamento.

Até os próximos dias. Pretendo relatar mais um desafio entre tantos outros em nome da vida e até da própria morte. Esta não podemos evitar. É o ciclo natural e o destino inexorável  da condição humana, animal, vegetal e do planeta terra.


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A Associação dos Amigos de Buriti (AMIB), fundada em julho de 1992, promove,  neste sábado (3), a partir do meio dia, sua tradicional feijoada de confraternização natalina e mobilização da comunidade buritiense, em São Luís, com intuito, também, de captação de recursos para manter o Centro Cultural Adélia Moreira Martins Ferreira, sede da entidade em Buriti-MA.

Para participar desta Feijoada da Amizade basta adquirir um convite pelo valor simbólico de 15 reais. O endereço do evento é Rua do Aririzal, Cohama, nº 40, em São Luís.

Com a realização da Feijoada da Amizade, o núcleo ludovicense da AMIB mantém a tradição de, anualmente, promover um encontro dos amigos de Buriti presentes na capital maranhense. Eventos semelhantes também são feitos nos demais núcleos da entidade espalhados pelo Brasil.

A feijoada terá animação ao vivo, bebidas, sobremesas, lanches alternativos e um bingo com cartelas para venda durante o próprio encontro.

A AMIB precisa do seu apoio para continuar sua missão de “Congregar e mobilizar buritienses e amigos de Buriti para fortalecer o sentimento nativista e de amor a terra, de modo a contribuir, com ações de cunho social, para o desenvolvimento local sustentável”. 

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COLOCADA NA MINHA MENTE DESDE A INFÂNCIA PELA MINHA AVÓ MARIA PEREIRA FREIRE, BEATA DE PADRE CÍCERO DO JUAZEIRO, O CRISTIANISMO DESAPARECEU DURANTE A JUVENTUDE, VIREI ATEU E, AGORA, DESDE O INICIO DA MATURIDADE, JESUS CRISTO VOLTOU HÁ MAIS DE UMA DÉCADA A PONTIFICAR NA MINHA ESPIRITUALIDADE. LI AS ESCRITURAS SAGRADAS, TEÓLOGOS E ATÉ O CHEFE DA IGREJA DA CIÊNCIA DA MENTE, JOSEPH MURPHY, ALÉM DE OUTROS TEXTOS IMPORTANTES PARA SE FAZER UMA OPÇÃO RELIGIOSA LÚCIDA, MADURA E FIRMEMENTE INABALÁVEL. A FOTO REVELA O MEU MAIS PROFUNDO ESTADO DE ESPIRITO ATUAL E SOU CAPAZ HOJE DE TRANSAR MUITO BEM CRISTIANISMO, BUDISMO, MARXISMO E OUTROS ISMOS.


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Professora de História da Universidade Federal do Piauí, Olívia Rocha, depois de fazer mestrado sobre o tema MULHERES, ESCRITA E FEMINISMO NO PIAUÍ, abrangendo o período de 1875 a 1950. Trata-se de um trabalho acadêmico de excelente qualidade e de acordo com os padrões do gênero como nos ensinou o saudoso intelectual Umberto Eco. Olivia Rocha é extremamente vocacionada para o magistério universitário e, agora, está debruçada na sua tese de doutorado sobre as prisões políticas ocorridas em Teresina no auge da Ditadura Militar, mais precisamente após a decretação do AI-5. Ela esteve em agosto deste ano em São Luís para entrevistar o jornalista Samuel Filho, que juntamente com o escritor Geraldo Borges, o sociólogo Antônio José Medeiros, o então bancário Benoni Alencar Pereira, Marcos Igreja, entre outros, presos, processados, condenados pelo Regime Militar de 1964. Olivia Rocha termina o doutorado em 2018, na Universidade de Campinas, São Paulo.


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Bastava o sol começar a declinar, ficar vermelho, no horizonte, com uma explosão de nuvens, com figuras de vitrais, cheia de fantasmas, que ela ficava melancólica; e isso era quase todo dia, melancólica.

Não conseguia ficar em casa. Arrumava-se e dizia que ia para a casa de sua mãe. Eu ficava com medo. E dizia que ia com ela. “Não. Eu vou só. Quero ficar sozinha e perto de minha mãe. Quero que ele me dê o seu peito, me bote no colo, até anoitecer, enquanto o sol não declinar completamente, eu não consigo ficar em paz. E só o peito de minha mãe me sossega”.

Eu tinha que escutar essa ladainha. Ficava triste. Fechava a porta de casa e não deixava que ela saísse. Ela ficava num pé e noutro, xingava-me, ameaçava quebrar tudo. Eu telefonava para sua mãe. Ela vinha para a nossa casa. Aí, ela se acalmava mais. E nós ficávamos abraçados, esperando que a noite terminasse de invadir o fim do dia. Então, tudo se acalmava.

Ela ia dormir. O dia amanhecia. E eu ficava esperando, preocupado, o entardecer. O sol vermelho no horizonte. As nuvens explodindo, sangrando. E as mesmas coisas se repetindo no fim da tarde. O anjo anunciando a anunciação.

Até que um dia, a noite caiu de vez, sem a ponte do crepúsculo, devido um temporal que atingiu a cidade. Em nossa casa, um para-raios nos salvou de um relâmpago. E fez minha mulher tremer com medo de um trovão.

No outro dia, esperei, preocupado, o seu comportamento ao entardecer. Tamanha foi a minha surpresa.

Ela apenas disse:

– Que belo pôr do sol. Tão lindo que dá medo.

*Geraldo Almeida Borges


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Não vemos no horizonte politico e econômico sinais de superação da crise em que estamos mergulhados há alguns anos, acirrada com a disputa pelo poder que terminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, reeleita pelo voto direto em 2014. Os erros dos mandatos do governo dela são insofismáveis. Havia uma expectativa de que Michael Temer, eleito presidente pelo Congresso Nacional, com a derrubada de Dilma, o Brasil voltaria a crescer e a tempestade politica entraria numa calmaria.

Lamentavelmente, o cenário não é otimista. Continuamos num atoleiro tão grave quanto antes, e, talvez, pior, se levarmos em conta que as relações entre governo e congresso, de um lado, e de outro, o poder judiciário estão se agravando dia a dia. Os fatos são notórios e preocupantes. O governo e o legislativo trabalham em clima de parceria e colaboração. As matérias de interesse do executivo são aprovadas com celeridade por deputados e senadores, como por exemplo, a PEC que limita os gastos públicos.

O Congresso Nacional vem mostrando que é mesmo fisiológico, legislando em causa própria, sem postura ética e respeito ao povo que elegeu os seus membros. Querem anistiar o famigerado caixa dois em que está envolvida a maioria dos parlamentares. Isso vem provocando um atrito entre os investigadores da Lava Jato e os legisladores. Se ocorrer é uma afronta ao judiciário e coloca por terra todo esforço para se moralizar a vida pública do país. Anistiar um crime eleitoral gravíssimo como o caixa dois é jogar no lixo a ética e toda esperança de que a corrupção seria combatida com firmeza. A lei anticorrupção está paralisada na Câmara Federal, em consequência de desentendimentos e interesses contrariados dos atores das instituições políticas e jurídicas. Para completar a sena cinzenta e sombria, o Ministro da Cultura, Marcelo Calero, exonerou-se do cargo, alegando pressões de Michel Temer e de mais membros do núcleo duro do governo, como Geddel Vieira e Eliseu Padilha, sendo que Geddel pretendia um tráfego de influência junto ao Ministério da Cultura para obter favores em um apartamento localizado em Salvador.

Calero já depôs na Polícia Federal e apresentou gravação que prova as pressões que sofrera dos atuais mandatários do Palácio do Planalto. Eis o mar de lama que começa a invadir Temer e sua base aliada. Em tão pouco tempo, estamos numa crise política de um novo governo, que não apresentou ainda resultados positivos na área econômica, com altos índices de desempregados e o próprio ministro da fazenda, Henrique Meireles, não tem se mostrado confiante na recuperação da economia a médio prazo.

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