Blog de Samuel Filho

CONVERSANDO SOBRE DIABETES (2)

Posted on: 14 de setembro de 2011


Passei 90 dias sob os cuidados do doutor José Gualhardo. Fiz exames de glicemia frequentemente. Ele comentava os exames: ” tá bom, deu 80″.  O geriatra recomendou que eu fosse  a um endocrinologista ou diabetólogo, como dizem com afetação alguns médicos.

Sem plano de saúde, outro problema do brasileiro já sufocado por direitos postergados, tive que enfrentar as filas quilométricas do SUS. A saúde pública no Brasil é uma tragédia. Até antes dessa invenção pseudo socialista, um trabalhador com carteira assinada, tinha direito a assistência médica digna, sem precisar de plano. Eu usufrui desse direito.  Na Constituição de 1988 inseriram o Sistema Único de Saúde – SUS.

A partir daí, bagunçou tudo. Os trabalhadores urbanos com faixas salariais médias caíram de cabeça nos planos.  A saúde no Brasil virou apenas caso de emergência. Dificilmente um paciente de diabetes ou de outra doença crônico-degenerativa consegue fazer um tratamento sério

Diabético, com a ausência de ilhotas no pâncreas ou devia ter uma meia dúzia, que produziam pouca insulina para queimar os alimentos que consumimos todos os dias,  comecei a usar comprimidos de Diabenese, de manhã e à noite. Durante oito anos, tomei hipoglicemiantes.

Uma vez, o doutor  Gualhardo me falou, depos de alguns anos como diabético: “Você ainda tem ilhotas para mais 15 anos, depois vai  entrar na insulina. Doença silenciosa, liquida os  seus portadores a médio ou até a longo prazo, hoje, que avançaram os recursos da Medicina no combate ao diabetes mellitus ou diabetes de maturidade e outros tipos como o infantil.  Costumo chamá-la de “doce doença”, porque mata aos poucos. O câncer é mais voraz.

 

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