Blog de Samuel Filho

PROVÍNCIA SUBMERSA

Posted on: 8 de novembro de 2011


A partir de poucos anos passados, decidi  concentrar minhas atividades literárias na área da poesia.  Ao invés de  comentar o livro de crônicas, preferi  homenagear meu mestre Geraldo Borges com um poema, que ele já deve ter lido. Acredite, amigo, fiz de coração. Tenho no Site do Escritor uma hospedagem intitulada A ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO ( www.samuelfilho.com ), além  de uma página no Site da União Brasileira de Escritores ( UBE).

 Geraldo Borges tem uma influência inapagável na minha formação literária em prosa de ficção, emprestando-me romances clássicos para ler. E desde a prisão da ditadura militar,em Teresina, minha terra, mantemos um diálogo literário permanente.

A poesia surgiu na minha vida através do meu pai,  de  São Luís, poeta natural como todo maranhense, incutiu-me o ofício  dos vates.  Sofri desde menino até hoje um  caldeamento cultural, saudável para mim. Cheguei em São Luís, oriundo do Rio de Janeiro, vestindo a tanga da poesia. Durante 35 anos radicado no Maranhão, debrucei-me compulsivamente na leitura da arte poética. É a minha paixão, em quase tudo vejo motivo de poesia.

A  experiência de site surpreendeu-me. Vejam as estatísticas que o Site do Escritor disponibiliza para mim:  Em três meses, publiquei 65 poemas: leitura: 242. Maior percentual de leitores: Estados Unidos. Menor, que tristeza, o Brasil.  Os comentários que recebo são gratificantes. Acho que a internet  ultrapassará o impresso, sem exclusão, é claro. Meus livros impressos, comparativamente, alcançaram aqui repercussão inexpressiva, com exceção de MEIA PASSAGEM OU MEIA CIDADE, em co-autoria com Ivanhoé Leal, doutor em Filosofia na França e professor da Universidade Federal do Ceará.

Li e comi até os ossos  PROVÍNCIA  SUBMERSA. A crônica que mais me atraiu a atenção foi  sobre o Atualpa Amorim, amigo de adolescência .Igualmente  outros personagens, como Alberoni Filho, A.Tito Filho, Olímpio Vaz. Os Rios Parnaíba, Poty, este quase fora a minha sepultura; aquele, “velho monge”, a poesia da cidade, em cujas águas perdi  meu primeiro caderno de versos.

Selecionei um trecho da “orelha” do professor-doutor em literatura da UERJ, nosso conterrâneo, Francisco Wenceslau dos Santos: “ O ficcionista mobiliza a intimidade com a paisagem urbana (incluindo os tipos humanos), a condição de testemunha dos acontecimentos, e o recurso à memória, para apresentar personagens que vão compor a mitologia de Teresina” .

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Meu Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

%d blogueiros gostam disto: