Blog de Samuel Filho

SILÊNCIO

Posted on: 21 de maio de 2015


galotrovador2

Em minha casa somos três: eu, Socorro (mulher) e a filha Raquel. A doméstica trabalha durante o dia. Temos um silêncio agradável e de vizinhos nada barulhentos. Somente o trânsito da rua incomoda.

Como sou de uma geração de poucos carros, gosto de silêncio, não de solidão. O escritor argentino Jorge Luiz Borges exaltava os encantos da solidão. O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu uma vez em suas crônicas no “Jornal do Brasil”, anos 70, que podemos nos sentir sós no meio da multidão, mas cheio de sociedade, solitários.

Como não sou Robson Crusué, o silêncio é que me encanta, com gente por perto. A madrugada é fascinante com o cantar do galo, coisa rara nas metrópoles. Aqui, no quintal, ainda temos um e algumas galinhas, criação de Socorro. É bonito ouvi-lo cantar, o gogó dele parece um saxofone. É o momento em que curto mais o silêncio.

Nesses dias de coto ainda enfermo, mergulho queira ou não no silêncio matutino, vespertino e noturno. Até a música que ouço pela manhã é em volume baixo. Uma voz alta já me perturba.

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