MINHA PÁTRIA NÃO É SÉRIA ( II )


2012061426993

Maré  cheia.  O mar  batia no cais furioso com suas espumas brancas e flutuantes. Alguns navios eram vistos ao longe.  Vinham  buscar minérios e soja para a China.  Antes da crise capitalista de 2008,  as  embarcações  enfileiravam-se aos montes como  brinquedos  na orla marítima. De binóculo, eu via os navios  bem perto de mim.

Pensei na história dessas águas  azuis e verdes vastas e infinitas.  Navios negreiros  singravam o oceano de Upaon-Açu  com uma carga de negros vindos  da Àfrica. Muitos  morriam nos porões  de doenças e maus tratos. Era uma mercadoria  preciosa,  usada como mão de  obra escrava. A escravidão  dos negros  é uma mazela  social inapagável.

Das  minhas  duas horas de lazer diárias, a praia é uma prazerosa curtição.  Viajo respirando  o vento, descarrego  as  ansiedades e tensões  de uma rotina  enclausurada  em casa devido  á deficiência física. Acompanhado  por  um  amigo que dirige para mim, uma pessoa legal ,eu e  Coriolano conversamos  sobre os corruptos daqui, uma velha cidade de mais de 400 anos, fundada pelos franceses e colonizada pelos portugueses.

Agora, esqueço o acompanhante,  limpo a vista olhando, ele também, as beldades e princesas que passam pelo calçadão , algumas delas com cachorrinhos peludos de estimação.  Velhos e coroas, atletas ou não caminham para exercitar o corpo  e  se livrar do  estresse.

– Coriolano, estou preocupado com o país…

– Seu  Samuca, só  tem mafioso. Aqui, eu conheço policial que ganha muita grana fazendo chantagem  com traficante de  cocaína. Meu pai foi delegado, já morreu , me contava toda a bandidagem  dentro da polícia. Parece que melhorou com o novo governo.

– Mas, estou   falando de corrupção na  politica nacional.

– A corrupção é um câncer, meu senhor.

– Senhor é Jesus Cristo, brinquei.

–  Que mulher boa, Seu Samuca.

– Chegou a nossa hora, eu disse, com a sensação de fim de festa.

Samuca,  dentro do carro, lembrava-se da última vez que conversou com  o guru Gegê, para quem  telefonava nos fins de semana.  O trânsito neste momento era  infernal.

Anúncios

MINHA PÁTRIA NÃO É SÉRIA


mapa-amazonia-paulo-barreto

Estou navegando agora  nas redes sociais.  Aposentado e blogueiro,  tenho com que me ocupar como um velho diabético amputado  das duas  pernas. A internet me  salvou de um tédio que  anteciparia a minha morte.

Meu amigo Gegê, a quem chamo de meu mestre de literatura,  com quem discuto assuntos gerais, me disse  hoje  que só se fala na mídia em  envolvimentos de políticos e empresários, alguns deles já presos e condenados .

Eu respondi-lhe: ‘ A República Tropical não tem jeito.  Desde adolescente, ouço falar  em corrupção e crise e continua a mesma merda.  Temos  uma elite de ladroes, que dão mau exemplo ao povo’.

Gegê  falou que  leu  minha última crônica em meu blog sobre o impeachment da Presidenta e logo mudou  de assunto, informando que  o poeta Hardi  tinha morrido.

– Gegê, nossa geração tá morrendo.  Seria uma coisa insuportável  sermos imortais. Tu sabes como é o título de um conto de Machado de Assis sobre o tema.

– Não me lembro Samuca

-Rapaz, eu tou doido pra passar uns dia aí na Chapada do Corisco

– Pois eu já queria ir  passar um fim de semana aí, pegar um vento na Ilha. O calor aqui  tá demais.

– Vem cara.

– Estou velho e sem coragem.

– Que nada, eu sou velho, aleijado e estou doido pra viajar. Tu já leste o ensaio de Simone Beauvoir a  bela velhice

– Ei Samuca, vou ter que desligar o telefone, tem gente batendo na porta. Me liga depois.

– Ok

GUERRILHA DO IMPEACHMENT


congresso-orc

A oposição golpista sofreu uma derrota fragorosa em suas tentativas de derrubar o governo Dilma, por interesses políticos subalternos e ilegítimos. Ao arrepio da Constituição Federal, inconformados com o fracasso da eleição presidencial de 2014, continuam insistindo nessa causa inglória. E tinha como aliado importante o presidente da Câmara dos Deputados, hoje desmoralizado politicamente, devido dois inquéritos que responde no Supremo Tribunal Federal – STF, por envolvimento em corrupção.

Mas, os paladinos do golpe ainda não se conformaram com a decisão do STF de somente permitir o afastamento de Dilma Rousseff de acordo com as regras constitucionais, ao contrário de manobras regimentais, das quais Cunha é um artesão. O STF se enaltece entre os três poderes da república, pela imparcialidade, isenção e fiel guardião da Carta Magna.

Parece que a guerrilha vai detonar mais um granada com esse malfadado impeachment.  É que o procurador aposentado Hélio Bicudo, ironicamente um dos fundadores do PT, ao lado do jurista tucano Miguel Reale Júnior, vai entregar nas mãos de Eduardo Cunha, terça- feira, 20, um outro pedido de impeachment, aliás muito ridículo porque inclui um adendo de supostas irregularidades fiscais do exercício deste ano que ainda não acabou, fruto do engajamento partidário e parcial do Tribunal de Contas da União. Este, uma corporação de fracassados políticos.

Lamentavelmente, 2015  foi um ano perdido para o povo que assistiu constrangido a uma guerrilha mal sucedida, e que somente trouxe prejuízos enormes para a vida econômica  do país que não merece tantas indignidades de políticos fisiológicos e ratos do dinheiro público  que pouco fazem para corrigir as injustiças e as desigualdades entre as classes sociais.

ADEUS A CUNHA


noticia_eduardo-cunha1440129625

O deputado Eduardo Cunha chegou à presidência da Câmara Federal como um cometa, que perturba o universo. Tumultua a cena política juntamente com os parlamentares da oposição conservadora. Conhecedor do regimento da Casa, em pouco menos de um ano de mandato fez manobras arrepiantes para fazer valer a sua vontade política como aconteceu com a redução da maioridade penal. Seus dois propósitos prioritários são o impeachment de Dilma e a aprovação do parlamentarismo no país. Este é de interesse das elites que pretendem se perpetuar no poder. Para o povo o presidencialismo é melhor que o parlamentarismo.

Político fisiológico até à alma, logo conquistou a maioria parlamentar que ameaça ainda afastar a Presidenta da República. Espertalhão como raposa da política, começou a rejeitar os pedidos de impeachment menos importantes e a  esta hora deve está debruçado no texto de afastamento de autoria do procurador aposentado Hélio Bicudo.

O envolvimento de Cunha em corrupção ficou agora comprovado com os extratos bancários que a justiça da Suíça enviou para a Procuradoria Geral da República. A repercussão desse fato chegou a mobilizar um grupo de deputados que levou o caso dele para o Concelho de Ética da Câmara. O escândalo está como principal tema das redes sociais e da grande mídia tradicional.

Mas, Cunha como todo corrupto cínico diz que não renuncia. O congresso nacional costuma, no entanto,  limpar sua imagem desgastada perante a opinião pública. E seus aliados mais fiéis do PSDB e parte do PMDB já estão querendo a renúncia de Eduardo Cunha. Desmoralizado politicamente, ele vai ter que sair e esperar o processo de cassação que merece. Como bom evangélico deve ser alvo de compaixão pelos membros da sua igreja na mansão dos mortos políticos.

A ERA DIGITAL


Massimo_Di_Felice_350x200

TRANSCREVEMOS UMA PARTE DA ENTREVISTA QUE O SOCIÓLOGO MASSIMO DI FELICE CONCEDEU À REVISTA DO INSTITUTO HUMANITAS SOBRE A REVOLUÇÃO DIGITAL:

” IHU On-Line – Como podemos compreender a importância e o significado das redes digitais no contexto atual?

Massimo Di Felice – Como aconteceu em outras épocas da história, o advento de uma nova tecnologia comunicativa gera transformações qualitativas em todos os setores da sociedade. Marshall McLuhan foi um dos poucos autores do século XX, junto a Walter Benjamin, a observar a importância das mídias a das formas comunicativas no interior dos processos de transformação social. Nas ciências sociais, como é conhecido, difundiu-se no século XX um paradigma interpretativo que analisava a função social das mídias a partir de uma perspectiva instrumental que julgava a comunicação como uma simples atividade de repasse das informações entre os atores sociais e, portanto, atribuindo-lhes a simples função de veículo e representando-as como um conjunto de canais passivos e jamais intervenientes como partes ativas no processo.
Ao contrário, como observado por McLuhan, a função social das mídias não se limita ao seu conteúdo ou ao seu impacto social: “As sociedades sempre foram influenciadas mais pela natureza dos media, através dos quais os homens comunicam, do que pelo conteúdo da comunicação”. Daqui a necessidade de repensar a função social da comunicação que se estende para além do impacto social de seu conteúdo ou da sua função política. Descobre-se, assim, a partir dessa ótica, a importância estrutural da introdução de uma nova tecnologia da comunicação, do advento da escrita na cultura ocidental, da impressão no século XV, através da invenção de Gutenberg , assim como da eletricidade e das mídias de massa no século XX. A cada uma dessas revoluções comunicativas alterou-se não apenas a forma de comunicar – isto é, a quantidade do público atingido pela informação, reduzindo-se o tempo e os custos necessários a difusão –, mas também a sociedade inteira que passou por qualitativas transformações.
Revolução digital, revolução comunicativa

A revolução digital é hoje a última revolução comunicativa que alterou, pela primeira vez na história da humanidade, a própria arquitetura do processo informativo, realizando a substituição da forma frontal de repasse das informações (teatro, livro, imprensa, cinema, TV) por aquela reticular, interativa e colaborativa. Surge, portanto, uma nova forma de interação, consequência de uma inovação tecnológica que altera o modo de comunicar e seus significados, estimulando, ao mesmo tempo, inéditas práticas interativas entre nós e as tecnologias de informação.

É evidente como, perante tais perspectivas, se faz necessária uma nova teoria social das mídias e uma nova perspectiva dos estudos de comunicação. Não podemos mais pensar as mídias como “ferramentas”, instrumentos a serem utilizados, pois, ao utilizarmos novos meios, passamos a desenvolver novas formas de interação e experimentamos novos modos de comunicar, por exemplo, as redes sociais e os smartphones são portadores de inovação não apenas no âmbito tecnológico, mas também no social, sensorial, político, econômico e cultural.

Evidencia-se em tal perspectiva uma importante dimensão social da técnica que as ciências sociais abordaram geralmente de forma superficial, preferindo se concentrar na análise políticas dos impactos e de seus efeitos, valendo de uma perspectiva dialética que compreendia a técnica como algo externo ao social e, consequentemente, como uma ameaça às atividades humanas e à sociedade como todo. Se continuarmos a concentrar nossa atenção apenas nos efeitos dos “meios” e na dimensão política de suas mensagens, não conseguiremos mais entender as transformações sociais em ato e suas dimensões tecnossociais.
IHU On-Line – Em conferência recente, o senhor abordou o conceito de “pós-complexidade”, propondo um modo de pensar a comunicação digital a partir de um “paradigma reticular”. O paradigma complexo está superado? Que questionamentos as redes colocam à reflexão contemporânea?

Massimo Di Felice – As redes digitais, isto é, o conjunto de redes de redes, apresentam-se, antes de tudo, como um problema hermenêutico. Quando falamos de rede não estamos falando de um sistema. A forma rede é sempre um conjunto de redes de redes, isto é, um conjunto de conjunto de inter-relações, cujos limites ou perímetros são ilimitados e remetem, sobretudo, a mais de um sujeito.
Uma vez que o repasse de informações não é mais frontal (emissor-receptor), este acontece entre diversos membros e coletivos; a digitalizar-se não são apenas as relações comunicativas entre as pessoas, mas também os territórios, as mercadorias, os objetos, o meio ambiente, a natureza etc. Devemos pensar, portanto, o processo comunicativo em rede como um ecossistema e, portanto, sujeito como todos os ecossistemas a um conjunto de relações com os outros ecossistemas no interior da biosfera que torna cada um parte de uma rede de redes.

A delimitação de um ecossistema é uma operação arbitrária, legítima, contudo, não objetiva. Como nos explicam as ciências biológicas, quando nós falamos de um ecossistema qualquer, por exemplo, uma lagoa, nós estamos incluindo nesse o conjunto de populações vegetais, animais e minerais aí residentes. Porém, ao fazer esta soma, devemos incluir também as aves, parte das quais por metade do ano emigram para outras localidades, modificando com as suas ausências o meio ambiente, como também a ação do animal humano que resultará nas emissões de CO2, pela eletricidade pela difusão no território de elementos químicos, etc., estendendo o microclima e a delimitação ecológica dos ecossistemas, para além do perímetro da própria lagoa. Se acrescentamos a esses elementos a quantidade de chuva ou a luz do sol, elementos fundamentais para o normal funcionamento do ciclo de vida dos ecossistemas, entendemos que ele seja um conjunto de redes de redes indelimitável. Quando falamos de comunicação em rede devemos ter presente tudo isso.
“Somos rede”

Mas existe outro elemento decisivo que devemos levar em conta e que nos leva a superar a lógica do sistema. Esse elemento está relacionado à impossibilidade da visão externa do conjunto de redes de redes. A única forma para observar um processo reticular é fazer parte dele, experimentá-lo e, portanto, alterá-lo, modificá-lo, aspecto este que impossibilita a sua percepção objetiva. Acontece numa arquitetura reticular algo próximo ao que aconteceu no estudo da matéria na física, em particular, algo próximo ao princípio de indeterminação de Werner Heisenberg , que estabelece uma relação dialógica entre o observador e o objeto observado. Tal relação se dá não apenas no momento da observação, mas também na fase anterior e em todas as fases da pesquisa.

Como é conhecido, o estudo das partículas subatômicas pressupõe a escolha prévia de uma específica teoria da matéria, cuja opção irá determinar o tipo de objeto a ser observado. Portanto, o resultado do nosso pesquisar mudará conforme a nossa ideia de rede e o tipo de concepção de rede que elegemos antes de começar a observação. Como observou George Bateson, não podemos nos colocar externamente a um processo comunicativo reticular, pois estamos nele, fazemos parte dele, assim como ele nos compõe.

Estamos, portanto, perante um tipo de complexidade não sistêmica enquanto não composta nem subdivisível num conjunto de partes interdependentes, pois seus fluxos informativos não são lineares e suas dinâmicas interativas não são frontais. Parece-me que a perspectiva reticular supera a dimensão multicausal e aquela da reversibilidade da complexidade, apresentada por Edgar Morin  na obra “O Método”.

TERESINA


A capital do sol e da cajuína é dona de um potencial imenso, possui natureza farta, artesanto rico, manifestações populares, além de nos ultimos anos depointar como pólo de desenvolvimento. Há passeios obrigatórios, como o Parque Encontro dos Rios, onde fica evidente a

Teresina Teresina
abro a saudade
(essência do tempo)
nesse mundo
racionalizado e objetivo
Piçarra
minha infância peralta
Praça Pedro II
és o miolo da cidade
Parnaíba velho monge
és a poesia mafrense
em tuas águas perdi
um caderno de versos
Poti
quase foste a minha sepultura
o bom destino me salvou
Paissandu
és a simbologia do prazer
e do orgasmo
Teresina Teresina
teu sol equatorial
aquece a saudade

(Poema do livro POÉTICA EM CLAVE DE SOL)

GOVERNOS POPULARES


lula-dilmaPopulares e não populistas como dizem a direita e seus seguidores intelectuais que se passaram vergonhosamente para o campo do conservadorismo. O Brasil não tem tradição democrática longeva, talvez tenhamos vivido o período mais longo sem tentativas de golpe. O suicídio de Getúlio Vargas em 1954 prorrogou para 1964 mais uma ditadura militar, que derrubou o presidente civil João Goulart. Durante 21 anos,  vivemos um regime autoritário. A ditadura legou-nos corrupção e o crime organizado.

Com a redemocratização tivemos os governos Sarney, Collor ( este deposto ) e o vice Itamar Franco assumiu o poder. Depois, veio o governo FHC, que mudou as regras do jogo e criou o instituto da reeleição, governando durante 8 anos. A corrupção continuou em todos eles. Mas, nem um deles criou programas sociais como os de Lula e Dilma Rousseff. A corrupção prossegue como mostra a operação Lava-Jato.

A diferença entre os dois governos populares do PT e os anteriores é que a corrupção era jogada para baixo do tapete e, agora, é apurada até às ultimas  consequências. A conspirata atual, para usar um termo tão grato ao ministro parcial Gilmar Mendes, do STF, vem da oposição conservadora do PSDB, parte do PMDB, PPS e banqueiros internacionais, entre outras siglas partidárias.

A crise politica está instalada, há poucos dias o procurador aposentado Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, ingressou com um pedido de impeachment da presidente Dilma. Só Deus sabe que maus fluidos os levou a tal atitude. Um observador político qualquer pode imaginar com exatidão as consequências desastrosas do afastamento de Dilma para a democracia, que não suporta os confrontos que poderão ocorrer nas ruas e no parlamento entre as forças políticas do país. É muito difícil uma solução pacifica como a de Collor.

LUTA DE CLASSES


monique-bastos-vs-le-voleur_86700_w460

*A foto mostra que existe luta de classes entre ricos e pobres, brancos e negros, apesar de pensadores neoliberais negaram esse fenômeno social. A lutadora Monique Bastos reagiu a um assalto em Açailândia, no Maranhão, imobilizando o assaltante Wesley Sousa de Araújo, que se deu mal no primeiro assalto que fez juntamente com outro, o qual conseguiu fugir numa motocicleta com o celular dela.

*O sociólogo Massimo Di Felice diz: “A revolução digital é hoje a última revolução comunicativa que alterou, pela primeira vez na história da humanidade, a própria arquitetura do processo informativo”.

*O escritor piauiense Geraldo Borges, um erudito em literatura clássica, jamais fez elogio a si próprio para adquirir fama. Como um literato sério deixa que os outros opinem sobre ele, sem apelar para artifícios fraudulentos.

Marx_old * “A religião é um coração num mundo sem coração”, Karl Max

*A degeneração política à direita de Ferreira Gullar pode ser constatada nas crônicas que escreve aos domingos na Folha Online.

Imperador-Constantino*O cristianismo foi implantado em Roma pelo imperador Constantino, mais de três séculos depois de Cristo, graças à parteira da história.

PDT DO MARANHÃO


bandeira_pdt_tremulando

O PDT maranhense dá  um passo importante para tornar-se um partido de peso no mapa da esquerda, com as filiações dos prefeitos Edivaldo Holanda, Leo Coutinho e Gil Cutrim, entre outros.

Partido de forte tradição trabalhista e democrática, fundado por  Leonel Brizola, Neiva Moreira, Jackson Lago, tem uma história no Brasil de lutas contra a ditadura militar de 64. Atualmente, dirigido nacionalmente por Carlos Lupi , o partido conta em seus quadros com políticos experientes.

No Maranhão, o timoneiro foi o ex-governador Jackson Lago, chefe da oposição, que  infelizmente faleceu ainda numa idade em condições de prestar relevantes serviços à política do nosso estado. Mas, quando se pensava que estaria relegado a segundo plano, eis que as novas lideranças partidárias dão um salto de qualidade rumo à hegemonia política.

O cenário eleitoral de 2016 e 2018 ganha novos contornos, e o PDT poderá credenciar-se para disputar com sucesso as eleições para prefeito e governador do Maranhão. O destino do PDT surge alvissareiro para o bem do povo sofrido e injustiçado.

LÍDER MAIOR


mexeu-lula

A maré conservadora tenta por todos os meios atingir a reputação política do ex-presidente Lula, a maior liderança dos últimos  50 anos. O povo reconhece os resultados sociais como a Bolsa Família e o ciclo econômico virtuoso do seu governo.

As acusações contra ele são as mais torpes e perversas. Pretendem processa-lo via Operação Lava Jato. Dificilmente alcançarão esses objetivos obscuros, por trás dos quais se escondem interesses que visam desestabilizar o governo Dilma e até as instituições republicanas.

É verdade que existe um clima propício a golpes, em consequência da crise econômica. Sabemos que nem um governo tem o poder milagroso de sair da crise repentinamente. Fatores internos e externos são desfavoráveis a uma recuperação econômica rápida e duradoura. Desde 2008, quando explodiu a bolha imobiliária nos Estados Unidos, a economia internacional entrou em uma depressão profunda, com duração que se estenderá até o dia que não podemos adivinhar.

Quem quiser apostar num golpe que tente, mas é um caminho altamente perigoso para a democracia e o estado de direito. Não teremos mais um golpe tipo 1964. Será mais desastroso porque as forças dos trabalhadores organizados é imensa diante de milícias construídas por setores desesperados das elites .