NÚCLEO DA AMIB FAZ HOJE (3) SUA TRADICIONAL FEIJOADA EM SÃO LUÍS (MA)


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A Associação dos Amigos de Buriti (AMIB), fundada em julho de 1992, promove,  neste sábado (3), a partir do meio dia, sua tradicional feijoada de confraternização natalina e mobilização da comunidade buritiense, em São Luís, com intuito, também, de captação de recursos para manter o Centro Cultural Adélia Moreira Martins Ferreira, sede da entidade em Buriti-MA.

Para participar desta Feijoada da Amizade basta adquirir um convite pelo valor simbólico de 15 reais. O endereço do evento é Rua do Aririzal, Cohama, nº 40, em São Luís.

Com a realização da Feijoada da Amizade, o núcleo ludovicense da AMIB mantém a tradição de, anualmente, promover um encontro dos amigos de Buriti presentes na capital maranhense. Eventos semelhantes também são feitos nos demais núcleos da entidade espalhados pelo Brasil.

A feijoada terá animação ao vivo, bebidas, sobremesas, lanches alternativos e um bingo com cartelas para venda durante o próprio encontro.

A AMIB precisa do seu apoio para continuar sua missão de “Congregar e mobilizar buritienses e amigos de Buriti para fortalecer o sentimento nativista e de amor a terra, de modo a contribuir, com ações de cunho social, para o desenvolvimento local sustentável”. 

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MINHA FÉ CRISTàRENOVADA


COLOCADA NA MINHA MENTE DESDE A INFÂNCIA PELA MINHA AVÓ MARIA PEREIRA FREIRE, BEATA DE PADRE CÍCERO DO JUAZEIRO, O CRISTIANISMO DESAPARECEU DURANTE A JUVENTUDE, VIREI ATEU E, AGORA, DESDE O INICIO DA MATURIDADE, JESUS CRISTO VOLTOU HÁ MAIS DE UMA DÉCADA A PONTIFICAR NA MINHA ESPIRITUALIDADE. LI AS ESCRITURAS SAGRADAS, TEÓLOGOS E ATÉ O CHEFE DA IGREJA DA CIÊNCIA DA MENTE, JOSEPH MURPHY, ALÉM DE OUTROS TEXTOS IMPORTANTES PARA SE FAZER UMA OPÇÃO RELIGIOSA LÚCIDA, MADURA E FIRMEMENTE INABALÁVEL. A FOTO REVELA O MEU MAIS PROFUNDO ESTADO DE ESPIRITO ATUAL E SOU CAPAZ HOJE DE TRANSAR MUITO BEM CRISTIANISMO, BUDISMO, MARXISMO E OUTROS ISMOS.

TESE DE MESTRADO


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Professora de História da Universidade Federal do Piauí, Olívia Rocha, depois de fazer mestrado sobre o tema MULHERES, ESCRITA E FEMINISMO NO PIAUÍ, abrangendo o período de 1875 a 1950. Trata-se de um trabalho acadêmico de excelente qualidade e de acordo com os padrões do gênero como nos ensinou o saudoso intelectual Umberto Eco. Olivia Rocha é extremamente vocacionada para o magistério universitário e, agora, está debruçada na sua tese de doutorado sobre as prisões políticas ocorridas em Teresina no auge da Ditadura Militar, mais precisamente após a decretação do AI-5. Ela esteve em agosto deste ano em São Luís para entrevistar o jornalista Samuel Filho, que juntamente com o escritor Geraldo Borges, o sociólogo Antônio José Medeiros, o então bancário Benoni Alencar Pereira, Marcos Igreja, entre outros, presos, processados, condenados pelo Regime Militar de 1964. Olivia Rocha termina o doutorado em 2018, na Universidade de Campinas, São Paulo.

A MAGIA DO CREPÚSCULO


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Bastava o sol começar a declinar, ficar vermelho, no horizonte, com uma explosão de nuvens, com figuras de vitrais, cheia de fantasmas, que ela ficava melancólica; e isso era quase todo dia, melancólica.

Não conseguia ficar em casa. Arrumava-se e dizia que ia para a casa de sua mãe. Eu ficava com medo. E dizia que ia com ela. “Não. Eu vou só. Quero ficar sozinha e perto de minha mãe. Quero que ele me dê o seu peito, me bote no colo, até anoitecer, enquanto o sol não declinar completamente, eu não consigo ficar em paz. E só o peito de minha mãe me sossega”.

Eu tinha que escutar essa ladainha. Ficava triste. Fechava a porta de casa e não deixava que ela saísse. Ela ficava num pé e noutro, xingava-me, ameaçava quebrar tudo. Eu telefonava para sua mãe. Ela vinha para a nossa casa. Aí, ela se acalmava mais. E nós ficávamos abraçados, esperando que a noite terminasse de invadir o fim do dia. Então, tudo se acalmava.

Ela ia dormir. O dia amanhecia. E eu ficava esperando, preocupado, o entardecer. O sol vermelho no horizonte. As nuvens explodindo, sangrando. E as mesmas coisas se repetindo no fim da tarde. O anjo anunciando a anunciação.

Até que um dia, a noite caiu de vez, sem a ponte do crepúsculo, devido um temporal que atingiu a cidade. Em nossa casa, um para-raios nos salvou de um relâmpago. E fez minha mulher tremer com medo de um trovão.

No outro dia, esperei, preocupado, o seu comportamento ao entardecer. Tamanha foi a minha surpresa.

Ela apenas disse:

– Que belo pôr do sol. Tão lindo que dá medo.

*Geraldo Almeida Borges

CRISE ENTRE OS PODERES


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Não vemos no horizonte politico e econômico sinais de superação da crise em que estamos mergulhados há alguns anos, acirrada com a disputa pelo poder que terminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, reeleita pelo voto direto em 2014. Os erros dos mandatos do governo dela são insofismáveis. Havia uma expectativa de que Michael Temer, eleito presidente pelo Congresso Nacional, com a derrubada de Dilma, o Brasil voltaria a crescer e a tempestade politica entraria numa calmaria.

Lamentavelmente, o cenário não é otimista. Continuamos num atoleiro tão grave quanto antes, e, talvez, pior, se levarmos em conta que as relações entre governo e congresso, de um lado, e de outro, o poder judiciário estão se agravando dia a dia. Os fatos são notórios e preocupantes. O governo e o legislativo trabalham em clima de parceria e colaboração. As matérias de interesse do executivo são aprovadas com celeridade por deputados e senadores, como por exemplo, a PEC que limita os gastos públicos.

O Congresso Nacional vem mostrando que é mesmo fisiológico, legislando em causa própria, sem postura ética e respeito ao povo que elegeu os seus membros. Querem anistiar o famigerado caixa dois em que está envolvida a maioria dos parlamentares. Isso vem provocando um atrito entre os investigadores da Lava Jato e os legisladores. Se ocorrer é uma afronta ao judiciário e coloca por terra todo esforço para se moralizar a vida pública do país. Anistiar um crime eleitoral gravíssimo como o caixa dois é jogar no lixo a ética e toda esperança de que a corrupção seria combatida com firmeza. A lei anticorrupção está paralisada na Câmara Federal, em consequência de desentendimentos e interesses contrariados dos atores das instituições políticas e jurídicas. Para completar a sena cinzenta e sombria, o Ministro da Cultura, Marcelo Calero, exonerou-se do cargo, alegando pressões de Michel Temer e de mais membros do núcleo duro do governo, como Geddel Vieira e Eliseu Padilha, sendo que Geddel pretendia um tráfego de influência junto ao Ministério da Cultura para obter favores em um apartamento localizado em Salvador.

Calero já depôs na Polícia Federal e apresentou gravação que prova as pressões que sofrera dos atuais mandatários do Palácio do Planalto. Eis o mar de lama que começa a invadir Temer e sua base aliada. Em tão pouco tempo, estamos numa crise política de um novo governo, que não apresentou ainda resultados positivos na área econômica, com altos índices de desempregados e o próprio ministro da fazenda, Henrique Meireles, não tem se mostrado confiante na recuperação da economia a médio prazo.

O FIM DO MUNDO COM TRUMP


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Nunca me interessei com o fim do mundo. Numa época em que senti a necessidade de ler a Bíblia, tive um particular impulso de conhecer o texto sagrado chamado de Apocalipse, onde são narrados os sinais do desaparecimento do planeta terra. Percebi que já havia bastante sinais como as guerras entre nações. Agora, com à eleição de Trump a presidência dos Estados Unidos, podemos perceber que estamos perto. Como a história não se repete, não vai ser um Hitler qualquer, o ícone do nazismo, que está destinado a fazê-lo.

Os líderes democráticos do mundo, a mídia internacional e o instinto de sobrevivência do ser humano vão pressionar o bilionário a desistir de fazer suas loucuras, as quais são consequência, entre outras, do monte de dinheiro que ele acumulou na vida. Dinheiro e fama são duas coisas boas, mas podem enlouquecer qualquer um. Torna as pessoas arrogantes, donas do mundo e loucas, principalmente Trump que gosta de tomar porres de uísque.

Quando assumir a Casa Branca, ele receberá das mãos de Obama as chaves onde estão os segredos do arsenal atômico da maior potência do mundo, capaz de destruir a humanidade em pouco tempo. Ai eu fiquei com medo quando soube disso. Há, na verdade, grande possibilidade da espécie humana ser destruída. Você já pensou Trump com essas chaves na mão embriagado? Por isso, sugiro ao congresso dos Estados Unidos mudar as regras do presidente, deter as chaves dos armamentos nucleares.

Para mim, o congresso  de maioria republicana, deve debater com toda sociedade nacional, o que fazer para que Trump não tropece embriagado e detone o mundo inteiro. Pensei cá comigo, num desses momentos de elucubrações, deitado na cama, ao amanhecer do dia, que a melhor solução seria confiar as chaves da destruição da humanidade, ao Papa Francisco, um homem santo, equilibrado, humilde, sensato e lucido, cujo porre não passa de uma cerveja.

Assim, estaríamos livres do fim do mundo. Trump com as chaves, não há como não temer um dia sem outro depois. A personalidade de Trump mostra todas as características de um nazista destinado a re’alizar a mais temível missão de destruir a espécie humana.

PARA O ALBERONI LEMOS FILHO


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Alberoni Lemos Filho

Velho amigo, aqui, tudo está diferente, vivemos em um novo século. O beco, o velho beco não tem mais aquela paisagem urbana da qual você era uma presença constante, principalmente no bar do Tião, onde uma vez por outra a gente se encontrava e tomava algumas doses de cachaça. As personagens que você descreve na sua crônica O Beco, que transitaram contigo, quase todas já foram para o campo santo Lembranças para Maria José, tua companheira. Fiquei sabendo da morte dela poucos dias depois que cheguei a Teresina, dois anos atrás Fui a tua casa para dar as minhas condolências aos teus filhos.

Falei apenas com Virginia, os outros não estavam em casa. Vi a empregada de vocês, que ainda é a mesma desde o tempo de teu casamento. Vi também os jabutis. Aliás, estão lá desde que você se casou. Tenho a impressão de que vão durar mil anos. Se houver mesmo reencarnação e caso vocês voltem ao seio da mesma família, com certeza, vão encontrar os velhos jabutis ainda vivos.

Eu gostaria de avisar a você como é hoje a redação de um jornal, coisa de louco. Não tem mais este negocio de telex, não se ouve mais o batucar do teclado da máquina de escrever. Tudo é à base do computador, que está conectado com o planeta Terra em todo grau de latitude e longitude. Agora, sim, vivemos mesmo em uma aldeia global. Eu te imagino em frente a um computador abrindo janelas com um rato, sempre com aquela tua rapidez nervosa, ora apaziguada com um trago de cigarro.  Só que não sei se terias direito de fumar na redação. Aqui a caça aos fumantes está um deus nos acuda. A tua querida Irma Verônica, que sempre fez campanha contra o cigarro, venceu.

Já que estou recordando nossos velhos tempos, ainda lembras o teu projeto de escrever um romance?  De repente você resolveu fazer uma experiência no mundo do romance, sair da reportagem nua e crua para o campo inventivo da narrativa. Em menos de quinze dias batucando em sua máquina de escrever, você engrenou uma narrativa que não é de se jogar fora. E o dia em que você chegou dizendo para mim que tinha entrado para o Partido Comunista?

Estou me lembrando da nossa viagem a Campo Maior quando você me apresentou a sua noiva Maria José. Não demorou muito, se casaram. Fui o padrinho do casamento. Deste-me de presente, como lembrança do acontecimento, a caneta com a qual assinamos os termos de teu matrimônio. Meu caro amigo Alberoni, com certeza você está aí em cima num dos círculos da Divina Comédia, e pouco se lixando de recordar coisas aqui da terra.  Mas, gente viva, é bicho chato, besta. E por isso mesmo insisto nas nossas lembranças.  Veja esta: a comemoração dos quinze anos da tua querida filha Virgínia. Você já estava doente numa luta de quebra de braço com a morte. A festa foi no terraço ajardinado de sua casa, lá no Barrocão, vizinho à casa do Arnaldo Albuquerque. Tiramos uma foto juntos com a aniversariante. Tempos depois, você me deu uma cópia. Claro que você não se lembra mais de nada disso.

Também me lembro de nossas partidas de xadrez. Você sempre levava a melhor nos seus lances incríveis. Eu era um pato. Meus peões, meus cavalos, minhas torres, meus bispos, minhas rainhas não sabiam proteger o meu rei, e eu terminava ferrado com um xeque-mate. E na dama e no bozó você era o diabo. E os livros que você me deu presente, entre eles cito um clássico – A Cavalaria Vermelha, de Isaac Babel,  uma obra-prima do conto russo.  As lembranças são muitas. Até breve.

Meu primo,

A tua carta deixou o céu em alvoroço.  O velhinho são Pedro achou estranho eu receber uma carta vindo daí do planeta Terra, se fosse ao menos um e-mail. E foi logo pedindo para abrir o envelope e ler a carta.  Eu não esperava esta atitude dele.  Claro que não deixei.  Ele deu de ombro.

Aqui é um sítio onde a fofoca impera. O malfeito e o bem-feito é da conta de todo mundo.  Se tua carta caísse nas mãos dele, eu estaria frito. Pois não sou flor que se cheire. Acho que estou aqui por engano, ou então, porque sempre fui pobre, aquela fábula de um camelo no fundo de uma agulha, ou, porque São Pedro já está caducando e me tomou por outra pessoa.

Você sabe quem está aqui? Voltaire.

Claro que aqui não é o melhor dos mundos, mas a gente se acostuma. Tem jogos interessantes e a gente se distrai, a pobreza do Beco está toda aqui. Não vou fazer uma lista porque você já conhece. Outra coisa, aqui é que a imaginação corre solta. Você pega uma nuvem e pinta e borda o que quiser.

Agora mesmo está chegando muita gente daí para cá. A pobreza. Estão fazendo milhares de puxadinhos na periferia. Os pobres estão contentes. E dizem, a minha casa o meu céu.

O Bastião negocia com São Pedro a inauguração de seu bar. São Pedro prometeu deferir o mais cedo possível o alvará para o funcionamento do boteco.  Mas até agora nada.

Vou ter que suspender a pena. Que pena, paciência. São Pedro chegou sorrateiro, por trás de meu ombro e parece eu está lendo o meu texto. Estou frito.

*Geraldo Almeida Borges

HAICAIS


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HAICAI UM- AMANHECI NEM FELIZ NEM INFELIZ

HAICAI DOIS – O PODER DO CORAÇAO É O MELHOR\ O PODER POLITICO É O PIOR

HAICAI TRÊS – A VELHICE É A SOMBRA DA MODERAÇÃO

HAICAI QUATRO – A INSPIRAÇAO É COMO ÁLCOOL

HAICAI CINCO – NOSSA POESIA CONCRETA PARECE COM O HAICAI JAPONES